Ao estilo fênix, renasce o Gavião!

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Como era esperado, o Corinthians foi campeão do Brasileirão 2017. Sim, mesmo faltando ainda três rodadas em disputa. O título é o sétimo da equipe na história da competição e o terceiro desde o início da era dos pontos corridos, em 2003.

Apesar da oscilação neste segundo turno, onde a equipe detém apenas a sexta colocação com 24 pontos ganhos, a pontuação recorde do primeiro turno fez toda a diferença para o final precoce da competição. Agora a equipe já foca no ano de 2018.

De fato, os adversários diretos também não colaboraram para tirar a diferença de pontos conquistada no turno de ida da competição pelo Timão. O Grêmio, por exemplo, estaria apenas em décimo no returno, com 22 pontos; e o Santos em 12º com 21, apesar de ter um jogo a menos (contra o Bahia, logo mais às 21h, em Salvador). O Palmeiras até que tentou. Em 5º no returno, com 25 (um ponto a mais, mas também um jogo a menos – enfrenta o Sport às 20h no Allianz Park), se recuperou desde a eliminação da Libertadores e a troca de treinador. Mas perdeu no confronto direto. Mas o que também é um fato, é que o Corinthians mereceu o troféu pelo conjunto da obra.

Paulistas em destaque

O fato curioso é que das 15 edições disputadas até aqui, a equipe de São Paulo ganhou quatro. A primeira em 2005, a segunda em 2011, a terceira em 2015; e agora, em 2017.

Por falar em São Paulo o troféu é o 9º do estado em 14 disputados. A marca é de 60% de aproveitamento para a região. São quatro do Timão, três do São Paulo, um para o Santos; e um para o Palmeiras. Lembrando que a Taça das três últimas competições ficaram no estado. Dos outros seis títulos restantes, três ficaram com o Cruzeiro, dois com o Fluminense e um com o Flamengo. No total, desde o início da era dos pontos corridos, dos 15 Campeonatos disputados, sete foram os campeões.

Antecedência

O título por antecipação não é novidade neste passo curto da competição. Ano passado o principal rival corinthiano, Palmeiras, conquistou a taça com uma rodada de antecipação. O próprio Corinthians em 2015 levou o troféu para casa com as mesmas três rodadas de lucro, ano que terminou a competição com a pontuação recorde de 81 pontos.

Antes disso o Cruzeiro, na dobradinha 2013 e 2014, já havia sido campeão com quatro e duas rodadas de bônus, respectivamente. Assim como o Fluminense, que em 2012, venceu o campeonato com também três rodadas de antecipação.

A última equipe a decidir a competição na última rodada foi o próprio Corinthians, em 2011, que empatou com o Palmeiras no Pacaembu e ficou com o troféu.

Polêmicas

Até a 34ª rodada, segundo o Blog Memória FC, do Jornal Gazeta do Povo, o Corinthians tinha sido a equipe mais favorecida pela arbitragem, com seis erros a favor e três contra, um total de três favorecimentos de saldo.

Já o vice-líder Grêmio foi favorecido em quatro ocasiões e prejudicado em duas, com saldo de dois favorecimentos. Já o Palmeiras foi ajudado em três oportunidades e atrapalhado em seis, sendo então o time mais prejudicado pela arbitragem, com saldo final de três prejuízos. A medição do blog é contabilizada a partir dos dados oficiais de balanço de arbitragem, fornecidos pela própria CBF.

Outra polêmica discutida desde o início do campeonato foi lançada pelo engenheiro Horacio Nelson Wendel, técnico especialista na formatação de disputas esportivas.

Segundo o especialista, a tabela do Brasileirão 2017 conteve 144 erros, ou seja, exatamente 38% dos 380 jogos. “A tabela da Série A tem parcialidade clubística flagrante, tem todos os ingredientes para um desinteresse técnico, logístico e comercial da competição”, ataca ele, que foi o autor das primeiras versões dos pontos corridos, em 2003. Entre os beneficiados, garantiu, que estavam Corinthians e Flamengo.

Superação

A equipe, que no início do ano, foi taxada de desacreditada, ou mesmo de “a quarta força paulista”, vinha de uma não classificação para a Libertadores; a saída de seu grande treinador, Tite, que ia comandar a Seleção Brasileira; juntamente com algumas peças ditas fundamentais para a equipe; a dificuldade para encontrar um novo treinador no mercado; um orçamento considerado modesto e uma larga dívida referente ao pagamento da Arena Corinthians.

A equipe, com a solução “boa, bonita e barata” efetivou o interino Fábio Carille, arrumou a casa e mais uma vez sagrou-se campeã brasileira, com o forte apoio da massa corinthiana que assegurou média de 39 mil pagantes por rodada e uma renda bruta de R$40 milhões. Fora o paulistão.

Bem ou mal, pouco ou muito, méritos do título ao Corinthians que fez muito bem seu papel de reconstrução. E como gavião, inspirado em fênix, conseguiu renascer rumo a mais uma conquista, com a marca da torcida: luta!

Parabéns Corinthians, campeão brasileiro de 2017.

Guilherme Rocha

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