Cine Dulcina: a história

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A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes carrega o nome, a história e o legado da atriz, diretora, produtora de espetáculos e professora de artes cênicas Dulcina de Moraes.

Dulcina foi uma brasileira à frente de seu tempo, considerada pela crítica como a mais importante intérprete teatral brasileira. A multi profissional foi capaz de influenciar três gerações de artistas de teatro e iniciar um projeto voltado para a formação e a profissionalização do artista brasileiro.

Dulcina representou em mais de uma centena de espetáculos, lançando pela primeira vez no Brasil autores como Eugene O´Neill, Bernard Shaw, Garcia Lorca, Giraudoux.

 

Espetáculos

Em 1945, organizou o espetáculo “Chuva”, de John Colton e Clemence Randolph. O espetáculo tornou-se um marco em sua carreira à medida em que se mostra engajado na modernização teatral.

A crítica da época considerou o papel de Sadie Thompson um dos melhores da carreira da atriz. Também um dos aspectos que mais impressionou o público foi a chuva, que durante os três atos caía sem parar no palco.

Em viagem ao exterior, Dulcina mereceu destaque na imprensa espanhola, e “Chuva” tornou-se o carro-chefe da companhia, fazendo parte de seu repertório durante quinze anos.

 

Luta por direitos sociais

Além de seu trabalho criativo como intérprete, a atriz foi pioneira na luta pelos direitos sociais dos atores e técnicos teatrais. Antes de Dulcina, os profissionais de teatro trabalhavam de segunda a segunda, havendo dias (quintas, sábados, domingos e feriados) em que chegavam a fazer três sessões diárias.

Foi ela também quem aboliu o “ponto” no teatro brasileiro. Antes dela, o intérprete “dizia o texto pelo ouvido”, ainda que muitos, mesmo assim, pusessem a “alma pela boca”!

JK e Niemeyer

Nos anos 1970, influenciada pelo presidente Juscelino Kubitscheck, mudou-se do Rio de Janeiro para Brasília, transferindo a sede da Fundação Brasileira de Teatro para a cidade.

Construiu, com projeto de Oscar Niemeyer, o novo Teatro Dulcina e uma das primeiras faculdades de artes efetivamente autorizadas e reconhecidas no país. Para ela, a vocação de Brasília era de ser o grande polo de cultura do país.

Tombamento

Como reconhecimento da importância de sua obra para a cidade, em 2008, o governo do Distrito Federal assinou o tombamento do Teatro Dulcina e dos acervos fotográficos, cênico e de textos da atriz como Patrimônio Cultural do DF.

Além disso, por meio de decreto, dedicou o ano à grande dama do teatro brasileiro, que, simultaneamente, seria agraciada postumamente com a Ordem do Mérito Cultural pela Presidência da República, em reconhecimento ao seu trabalho em prol do teatro brasileiro.

Faculdade de Artes Dulcina de Moraes
Horário de funcionamento ao aluno de 2ª a 6ª de 8h às 18h.
SDS Bloco C N°. 30/64 Edifício FBT – Brasília – DF
Telefones:Secretaria Acadêmica: (61)3322-4147

Julyett Frenncys

Comunicação

Com informações do Instituto Teatro Dulcina

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