Collor confirma pré-candidatura à presidência da República

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Senador anunciou decisão em discurso no Plenário do Senado na tarde de hoje. Ex-Presidente tremia enquanto lia discurso distribuído em sete folhas.

O Senador pelo PTC-AL e ex-Presidente da República Fernando Collor de Melo, confirmou em Plenário a sua pré-candidatura à Presidência da República. O anúncio foi realizado em um dos primeiro discurso do ano na Tribuna da Casa, nesta terça-feira, 6.

Collor gastou pouco mais de vinte e dois minutos em sua fala e apenas oito colegas assistiram ao seu anúncio. O ex- Presidente frisou que seria um ato de covardia não sair candidato à presidência da República no Pleito deste ano e disse ainda ser uma alternativa ao centro democrático, progressista e liberal.

O Senador já havia anunciado a possibilidade de sair candidato em entrevista a uma emissora de rádio de Arapiraca, interior de Alagoas. Em sua fala, ele havia mencionado a falta de opções do centro político do País e que sua pré-candidatura preencheria um vazio histórico.

O discurso

Collor em seu pronunciamento citou, “conquistas que fazem parte de um portfólio de realizações incontestáveis”. Ele frisou ainda ter convicção “sobre qual o melhor rumo para o Brasil”, da mesma forma tinha quando presidiu o País em 89.

O ex-Presidente tratou, ainda, o País como “obra gigantesca” que necessita de “maturação social” e “que  que clama por estabilidade institucional e que suplica por determinação política”.

Ao citar o período em que esteve como chefe do Planalto, ele advogou as medidas progressistas e liberais “capaz de promover as mudanças demandadas pelo povo brasileiro”. Para ele, a interação entre os setores público e privado é um “mandamento do Estado Moderno”.

Na tribuna do Senado, Collor citou ainda o filósofo alemão Arthur Schopenhauer e exaltou o período em que foi presidente, e lembrou quando se lançou candidato quando enfrentou 22 concorrentes ao Planalto, logo após a reabertura política. Para este ano, são 17 os pré-candidatos.

Histórico

Fernando Collor foi eleito presidente em 1989, na primeira eleição presidencial direta desde 1960, após o regime militar. Em 1992 sofreu um processo de impeachment que o tirou do cargo, em razão de um escândalo de corrupção envolvendo o tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. PC Faria foi encontrado morto anos depois, ainda hoje sem esclarecimento.

O ex-Presidente foi absolvido em diversos processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirma ter sido injustiçado no processo de impeachment. O senador, também foi governador de Alagoas.

Réu na Lava-Jato

Atualmente é réu no STF em uma ação penal ligada à operação Lava Jato, apresentada em agosto de 2015 pela Procuradoria Geral da república (PGR). Ele foi acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, baseado nas delações da Odebrecht. Collor afirmou que, como ocorreu no passado, terá a oportunidade de provar sua inocência.

Guilherme Rocha

Redação Play 1, O País e De Brasília

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