Especial #4 Mudanças no Facebook: Instagram e WhatsApp, um conglomerado que se completa

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O Facebook, por meio de seu fundador e CEO Mark Zuckerberg, anunciou nesta sexta-feira, 12, mais uma mudança no algoritmo que gera o Feed de Notícias dos usuários da Rede Social. O Feed de notícias, ou Timeline, são a lista de publicações que o Facebook seleciona para aparecerem na página inicial de cada pessoa. Essas publicações vão desde fotos de amigos e parentes; a posts realizados por páginas curtidas pelo usuário ou, até mesmo, anúncios pagos e direcionados pelo próprio Facebook. A informação do fundador foi realizada por meio de seu próprio Facebook. A alteração nos dados do algoritmo é pelo menos a quarta grande mudança na rede em dois anos.

Pensando nestas mudanças o PLAY1 produziu para você uma série de sete reportagens especiais que irão ao ar diariamente no portal, aprofundando o tema sobre diversas óticas: desde como o Facebook deve passar a funcionar; a quais seriam as melhores estratégias para não ficar para trás. A quarta reportagem da série especial avalia, as oportunidades que as demais redes sociais ganham com o espaço deixado pelo Facebook.

Usuário x Anúncios

A redução do alcance orgânico proposta pelo Facebook afeta diretamente as relações entre empresas e usuários da rede. Com um alcance menor que 1% e previsões de reduções ainda mais significativas, comunicar com qualidade e anunciar se torna uma atividade difícil e financeiramente dispendiosa.

A relação aponta também na direção que os usuários do Facebook e possivelmente de outras redes possam estar saturados do volume de anúncios. Dessa forma o conteúdo oferecido tende a ser menor, mais raro e com uma qualidade mais apurada.

No entanto, a única rede que faz algum tipo de restrição, neste momento, é o Facebook. Algumas empresas do mesmo conglomerado de Mark Zuckerberg assumem parte do protagonismo que a rede visa, ao se atualizar e buscar sua sobrevivência. A principal alternativa, neste caso, é o Instagram.

Instagram

O Instagram tem só no Brasil cerca de 50 milhões de usuários ativos mensais. Segundo o Diretor Mundial da Empresa, Vishal Shah, quase um quarto da população brasileira acessa a rede frequentemente. No mundo são quase 800 milhões de usuários, mais de 10% da população do planeta e mais de 2 milhões de anúncios pagos.

Ao todo, a empresa tem quase 15 milhões de perfis comerciais no mundo. Os diretores afirmar que 80% dos perfis de usuários seguem algum tipo de empresa ou anunciantes em suas redes. Os dados também valem para o Brasil.

Para Shah, o fato de a rede social ser a segunda maior do País, é uma característica do brasileiro embarcar rapidamente nas novidades. O diretor é um dos responsáveis pela criação do Stories, ferramenta instantânea de publicação de textos, vídeos e imagens com duração de 24h. Desde a criação do Stories, segundo informações da rede, o Instagram vem ganhando cada vez mais adeptos e se popularizando. A iniciativa foi inaugurada pelo Snapchat e hoje está presente também no Whatsapp e no próprio Facebook.

Stories políticos

Na visão do Estrategista Digital Fred Perillo o Stories do Instagram surge como a melhor ferramenta para o Marketing Digital e Eleitoral. “No Stories o candidato ou a sua equipe pode realizar, por exemplo, a cobertura em tempo real de um evento, com grande visualização. Neste caso com praticamente 100% dos seus seguidores que acessam a rede diariamente”, explica. “Fora que é possível mensurar e interagir ao mesmo tempo com esse conteúdo, bem como enviar para outras pessoas. É um conteúdo rápido, acessível e com grande alcance”, salienta.

Já o especialista de Planejamento Estratégico e Marketing eleitoral Eden Wiedemann aponta que a rede pode servir como construtora da imagem dos candidatos. “Se por um lado as redes sociais podem disseminar ódio, brigas e disputas ou discussões em baixo nível, elas podem servir também para construir uma imagem positiva deste candidato. Só dá para combater um falso boato com imagens positivas. E o Instagram pelo seu acesso e alcance possibilita isso rapidamente, como uma interação pessoal e individualizada”, reforça.

Para o marqueteiro digital Marcelo Senise, o Instagram é a ‘onda do momento’. “Podemos notar empiricamente, na prática do dia-a-dia que o Instagram vem tendo mais aprovação que o próprio Facebook. Fora que o alcance é maior e a resposta mais imediata. Se as agências já não podiam abrir mão do Instagram, agora elas devem se preparar até mesmo para torna-lo sua principal ferramenta”, projeta.

WhatsApp

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp superou a marca de 120 milhões de usuários no Brasil. Os dados da empresa foram divulgados em maio do ano passado. Favorece ao sistema o fato de que a maioria dos usuários possui apenas uma linha para contato e/ou uma linha empresarial.

Se no Brasil quase 60% da população já utilizava o aplicativo em 2017, no mundo mais de 1,2 bilhão de pessoas estão conectadas pelo WhatsApp. O aplicativo é maior sistema de mensagens instantâneas, em número de usuários, do mundo.

WhatsApp, aplicativo ou rede social?

Para a maioria dos especialistas em Marketing Digital o WhatsApp não é uma rede social, com interações próprias de uma teia de interação, mas um aplicativo de distribuição de mensagens. Ainda assim, o sistema não deve ser descartado.

Para Senise, o aplicativo será o grande diferencial nas Eleições 2018. Na visão do especialista o candidato que melhor utilizar da plataforma para se comunicar com seu público alvo será o que mais obterá resultados. “Falar com o público alvo é garantir militantes nas redes, pessoas nas ruas, engajamento, autodefesa, difusão de projetos, apoio, recursos e, claro, votos. Se as outras redes limitam em questão de alcance, pelo WhatsApp você tem um contato direto e principalmente pessoal”, ressalta.

Perillo opina em relação a uma boa utilização do aplicativo para a obtenção de bons resultados. “Não dá para fazer uma boa comunicação eleitoral por meio de grupos. O volume de mensagens atrapalha, o acesso a essas mensagens, e muitas vezes até as variações dos assunto e discussões internas. Grupos servem para comunicar-se com pessoas próximas, unidas e ligadas a um ideal. Com regras definidas. O correto é criar listas de transmissões com diversas propostas e segmentar cada conteúdo para um público específico e adequado”, aponta.

Wiedemann defende o papel do aplicativo como uma ferramenta a mais para atrair a militância. “Como venho ressaltando o diferencial do Digital em uma campanha vem da força da militância online. O WhatsApp é uma grande oportunidade para os candidatos distribuírem notícias e informações relevantes, ações, eventos e combater as contrainformações. Fora a proximidade que o próprio sistema permite”, defende.

Bom, bonito e barato

Independente das redes sociais a serem utilizadas, quanto maior a relação da empresa, candidatos ou partidos com seu público, mais oportunidades ele tem de fidelizar o eleitor, mostrar-se por meio de seus planos, projetos e ações e, principalmente, ganhar a confiança dessas pessoas.

De acordo com Senise, em tempos de crise financeira, austeridade administrativa e responsabilidade fiscal o ideal é buscar formas simples e objetivas de comunicar. “Não devemos nos ater a formatos perfeitos ou grandes peças. Mas a um grande planejamento, inteligente e objetivo. Comunicar de modo cirúrgico com as audiências e mostrar trabalho, afinal a imagem de um candidato é o trabalho”, ressalta. “Falar bem, falar pouco, falar bonito, de forma agradável, forte e convincente. Para isso temos que ir onde o povo está, que é nas redes sociais. Em todas elas, sem exceção”, finaliza.

Guilherme Rocha

Play1

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