#Especial 58 de Brasília: mais que uma cidade, um sonho

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Brasília completa hoje 58 anos. E nesta reportagem especial falamos sobre a história da cidade; a ligação com Tiradentes; a construção da Capital; sobre JK; o plano de Lúcio Costa; a história dos candangos e as belíssimas obras de Niemeyer. Confira!

A Cidade de Brasília completa 58 anos neste sábado, 21 de abril. A cidade foi inaugurada em 1960, na data em que se celebra o feriado Nacional de Tiradentes, em memória do dia de falecimento do herói nacional e dentista Joaquim José da Silva Xavier.

Uma cidade e um Herói

Tiradentes ficou conhecido por se tornar um mártir da Inconfidência Mineira, à época que se lutava para que o Brasil, então Império Colonial e subdividido em Capitanias, fosse transformado em República e separado do Império Português.

O insurgente mineiro Tiradentes considerado ainda um grande líder de seu povo por seus ideais, apesar de ser o mais humilde financeiramente entre seus iguais.

Por ter assumido grande papel na revolução foi enforcado e em seguida esquartejado na cidade do Rio de Janeiro na memorável data de 1792, tendo parte de seu corpo espalhadas publicamente pela cidade para desencorajar atos revolucionários semelhantes.

A cidade de Brasília, os primeiros passos

Exatos 99 anos depois, no ano de 1891, a primeira Constituição Republicana do Brasil e primeira Promulgada da história, ordenava início à “meta mudancista” da capital e autorizava expedições de estudos para mapeação do território do centro do País para sua a construção da Capital. Liderado pelo engenheiro Luiz Cruls, tal demarcação começou, em processo que durou quase quatro anos.

No entanto, o sonho ainda teria que esperar. Especificamente mais 65 anos. O pouco conhecimento dos brasileiros em relação ao Centro do território brasileiro e subdesenvolvimento em relação ao Sul e Sudeste do País traziam receio e insegurança aos governantes e à população da época quanto à transferência

JK, 50 anos em 5

Foi quando o presidente Juscelino Kubitschek subiu ao poder que o sonho do nascimento de Brasília pôde se tornar realidade. Com o audacioso slogan de avançar 50 anos de progresso em apenas 5 de trabalho, por meio de um plano de trabalho com ênfase econômica e um “plano de metas” de integração nacionais, na qual o centro estava a construção da nova Capital Federal e estradas que ligassem o País ao seu novo centro Político.

Esse sonho tinha por objetivo fortalecer o mercado interno e promover a interiorização do Brasil, em movimento similar ao ocorrido nos Estados Unidos, conhecido mundialmente por seu sucesso. Tal projeto ficou conhecido como “anos dourados” da revolução industrial do Brasil.

Lúcio Costa, um vôo unânime

Em 12 de março de 1957, o Ministério da Educação, ainda com sede na cidade do Rio de Janeiro, iniciou a seleção dos projetos para a construção da nova Capital. O resultado foi divulgado no dia 16. O Plano do Arquiteto e Urbanista Lúcio Costa foi escolhido por unanimidade. Na comissão participaram o arquiteto Oscar Niemeyer, responsável por diversos projetos na própria Capital e Israel Pinheiro, que presidia o júri.

O arquiteto dispôs a cidade em forma de cruz, transpondo dois eixos principais, eliminando cruzamentos, por questões de fluidez e deslocamento e subdividindo a cidade em áreas residenciais, comerciais, de lazer, industrial, cultural e assim sucessivamente, altamente planejada e restrita a 500 mil pessoas. O projeto, no entanto, acabou ganhando contornos de um avião e assim de tornou conhecido mundialmente.

Os candangos

A atenção do País e do mundo girava em torno da construção que era até certo ponto megalomaníaca por sua grandeza, tecnologia e beleza. Os materiais eram de primeira qualidade. Sobretudo das estradas que precisaram ser abertas para o escoamento do material para a construção da nova cidade.

Mas o que mais impressionava era o número de trabalhadores. A quantidade de operários fazia se erguer rapidamente diversos povoados ao redor do que seria a nova sede do poder político do País.

Diversas construtoras e empreiteiras auxiliavam na construção de casebres de madeira para acolher os imigrantes que ajudavam a erguer o novo sonho do Brasil. Em menos de um ano, a cidade chegou a ter cerca de cinco mil habitações e 30 mil habitantes, em suma maioria, operários. Vindos de inúmeras regiões do País, com diversas culturas e sotaques. Era um todo um País que construía um novo Brasil.

Oscar Niemeyer

Com arquitetura pós-modernista, com ênfase no uso do concreto e nas formas geométricas ousadas e pouco comuns, o arquiteto Oscar Niemeyer foi um dos escalados para dar ainda mais brilho ao que era o grande projeto do momento.

Responsável por diversas construções já famosas, era em Brasília que Niemeyer faria seu próprio ateliê à céu aberto – diga-se de passagem, e que céu.

Desde a complexidade de engenharia da Catedral Metropolitana de Brasília; ao Palácio do Planalto, sede dos trabalhos dos presidentes da República e símbolo da bandeira da Capital; ao Palácio da Alvorada, casa dos presidentes; ao Palácio do Itamaraty e sua escultura característica.

Do Teatro Nacional, e seu Escorrega Gigante; à sede do Legislativo Brasileiro, o emblemático Congresso Nacional e suas cúpulas – Câmara e Senado. Do museu da República, Branco, semicircular e a Biblioteca Nacional; ao escondido belo e até escondido Panteão da pátria na Praça da Bandeira.

O Memorial JK; a Igrejinha de Fátima; a Torre Digital; a Palácio da Justiça. E mais. Todas as suas obras bela e ricamente adornadas pelo colorido dos jardins do arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx.

Ah, que cidade! Parabéns Brasília, que destes 58 anos venham mais 58. Mais 580. Ou mais! Bem mais! #Especial #EuAmoBrasília #SouMaisBrasília #DeBrasília #SouDaqui

Guilherme Rocha

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