Novo advogado consegue adiar votação sobre prisão em segunda instância no STF

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O então advogado do PEN, atual PATRIOTA, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende diversos réus na Operação Lava Jato, segundo a assessoria do partido, havia ingressado na Suprema Corte com o pedido de ADC sem a anuência do presidente do partido, Adilson Barroso (SP), revertendo o pedido em seu interesse particular.

Segundo Barroso, o PEN é um partido de direita e aceitou entrar com a ADC, à época, pensando em favorecer os mais necessitados, e aqueles que não têm condições de se defender adequadamente. No entanto jamais imaginaria que a causa seria utilizada para defender político “A ou B”.

O advogado Kakay foi destituído somente no início da semana, quando o ministro da Suprema Corte já havia anunciado publicamente que levaria a ADC sob questão de ordem ao Plenário. O advogado foi substituído pelo então presidente do diretório do Distrito Federal, o também advogado Paulo Fernando de Melo.  Fontes internas dão conta que a demora na destituição de Kakay se deu em razão financeira, uma vez que até então Kakay não cobrava honorários.

Paulo Fernando, conhecido internamente como “voluntário das causas impossíveis” se dispôs a ir à frente da ação, também sem custos, para tentar reverter os prejuízos ao partido que vinha recebendo inúmeras críticas de seus filiados e também de internautas.

O advogado contou que o melhor caminho a seguir no momento é defender a tese de que a matéria não é urgente e que o tema já foi soberbamente analisado pelo STF. Na visão de Paulo Fernando a questão não é urgente e nem deve ser analisada causuisticamente em razão da prisão do ex-presidente Lula. “Existem grandes prejuízos à sociedade. Ao liberar os condenados em segunda instância, homicidas, estupradores e pedófilos ficarão soltos, enquanto as pessoas de bem estarão confinadas em casa”, explica.

Neste momento o adiamento concedido pelo ministro Maro Aurélio Melo é de cinco dias para que Paulo Fernando tenha conhecimento mais profundo sobre os autos do processo, direito do advogado. Mas ele está confiante que a matéria será revertida. “Não usarão nosso nome para defender um poderoso que desejamos que cumpra sua devida pena”, defende.

Paulo Fernando, além de advogado eleitoral, é vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família; presidente do PATRIOTA-DF; representante da Comissão de Políticas sobre Drogas da OAB; e botafoguense fanático; tudo por paixão, garante ele, e DE GRAÇA.

Guilherme Rocha

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