O Pendulo da História e as Eleições de 2018 no Brasil

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Nas últimas quatro décadas, o Brasil vem passando por diversas mudanças políticas, transformações sociais, econômicas, ideológicas e principalmente tecnológicas. Com o fim da Ditadura, e o início do processo de redemocratização do Brasil em 1984, desde o movimento das Diretas Já, que defendia a eleição de um civil para a presidência da República, a morte de Tancredo Neves, a posse de Sarney, a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação da Constituição Federal de 1988, onde se garantiam muitos direitos civis. Culminando com a Ascensão dos partidos de Esquerda e as eleições de Lula e Dilma já numa história mais recente.

Nós brasileiros, temos observado, por muitas vezes apenas assistido e sentido a força do movimento pendular da História. Esse movimento tende sempre ao equilíbrio, e quanto maior é o movimento oscilatório dele, maior será o seu retorno a posição oposta. Isso significa contrariar o radicalismo ideológico da fase histórica anterior, romper, criar um novo movimento, e isso requer uma força contraria que irá deixar cicatrizes históricas em toda a sociedade.

O movimento pendular histórico, político e social, será a grande força motriz por trás das eleições de 2018. Por intuição, e através de observações racionais e conjecturas projetadas de cenários políticos, esse movimento já foi percebido, pensado, e cria oportunidades ideológicas e pessoais para grupos e partidos políticos, que percebem os anseios e desejos da massa. Acredito que neste momento já se encontra em curso, movimentos que já se encarregaram de postular sua autoria ou encontraram uma maneira de se aproveitar dele. O que representa um perigo e um atentado a conquistas sociais e democráticas das últimas décadas no Brasil, e a todo o processo de aprendizado político, erros e acertos cometidos até agora.

Perceber a atuação do pêndulo, analisar métricas das eleições passadas, comportamento do eleitor e sentimentos pós mandatos, é o dever de casa, de partidos e grupos que veem nas eleições oportunidades econômicas para maximizarem seus lucros. Leia –se a história recente dos escândalos envolvendo empresas na Lava Jato e suas práticas.

O fato, é que para que o Pêndulo realmente alcance o equilíbrio, sem a interferências de grupos ou partidos, as eleições de 2018, deverão, ou deveriam pelo menos ser pautadas por um pacto onde o consenso social, escolheria os seus melhores representantes para reequilibra-lo. Algo capaz de nos devolver a tranquilidade, consolidar a democracia, e garantir os direitos civis sem sobressalto. A ponto de tranquilizar o povo, restabelecer a ordem e criar um novo modelo de gestão, onde a sociedade e o Estado pactuem uma nova relação. Pondo fim a essa fase de instabilidade política que estamos passando.

Não há que se falar em mudança de poder, e sim de uma nova construção de lideranças políticas, pautadas por um novo pensamento em consonância com as aspirações sociais e democráticas de toda a sociedade. A ideologia patética dos interesses pessoais e políticos, ainda que disfarçadas de outra forma, não caberiam dentro desse novo projeto, onde seria necessário abdicar da velha forma de fazer política, e dos velhos políticos que estão a décadas se beneficiando do poder sem contribuir em nada para o Brasil.

A sociedade, entidades, pessoas, devem também sacrificar suas posições pessoais e convergirem ideologicamente em prol de um projeto coletivo, que una toda força contraria e necessária para consolidar um NOVO BRASIL. Só a sociedade, será capaz de mover as rodas da história e conduzir o país nesse sentido. O empoderamento social, liderados por toda sociedade civil em torno de um novo nome, será o responsável por conduzir a novos dias, e deixar toda tormenta para trás.

Obviamente, e com a clareza de um dia ensolarado, céu de brigadeiro, e a certeza de dias e um futuro melhor, todos nós sonhamos com um Brasil diferente, e entre a construção e a consolidação deste sonho, teremos que enfrentar as urnas, e através do voto, posicionar o pendulo e traze-lo a sua posição de equilíbrio. Com céu tão limpo, com as emoções equilibradas, afugentando o radicalismo, os coros ensaiados e entoados por todos aqueles que querem se aproveitar deste movimento histórico para se auto promoverem, e desequilibrar o pêndulo segundo seus interesses. Convido a todos para integrarem a força positiva, que farão as mudanças e proporcionarão o equilíbrio. O que for melhor para o Brasil, será o melhor para todos.

Josué Cidade, é consultor de marketing politico e digital. Atua em campanhas no Estado do Pará

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