Opinião: tudo igual no Brasileirão

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Ano vai, ano vem, as críticas ao Brasileirão seguem as mesmas. Como o principal campeonato do País, com maior investimento, premiação e cotas para os clubes; se resolve tão rápido?

O líder do primeiro turno Corinthians, com a pontuação recorde de 47 pontos e aproveitamento de 83%, oscilou demais e ainda assim, há quatro rodadas do fim, já é virtualmente campeão. A equipe de Itaquera fez apenas 21 pontos neste segundo turno. Com a pontuação do segundo turno, o líder seria apenas o 12º no primeiro turno e o décimo no returno. Mesmo assim, os oito pontos que ostentava frente do mesmo segundo colocado, Grêmio, agora são dez. Os mesmos Santos e Palmeiras fecham o G4, que pouco mudou durante o segundo turno.

Cruzeiro e Flamengo seguem nas pontas do segundo pelotão do campeonato; e o Botafogo, que chegou tão longe na Libertadores, não poderia ficar de fora dessa briga. A equipe é o vice-líder do returno. Já o Vasco, que estava a três do G7, está a apenas 1.

Na Zona de rebaixamento, lanterna e vice-lanterna seguem os mesmos. O Vitória, que ao fim do primeiro turno estava na Zona, agora está uma posição acima. Bem como a Ponte, que respirava com quatro pontos fora, agora está com três dentro, lutando para sair.

A surpresa do ano fica por conta do Sport, que estava em 6º, com oito vitórias e 28 pontos (ao fim do primeiro turno e agora) é o primeiro na Zona, com 36 pontos. Sim, apenas oito pontos no segundo turno: uma vitória e cinco empates.

Galo e São Paulo que começaram muito mal se recuperaram. Mas não o suficiente para brigar forte por algo importante. Para alguns 2018 já poderia começar.

Definitivamente as atrações que já eram pequenas, diminuem cada vez mais. Ainda mais com tantas equipes poupando seus times principais na competição. Seja para Copa do Brasil, Libertadores, Sulamericana, Copa do Nordeste, e até, quem diria, para a Primeira (ninguém) Liga.

Talvez se a competição fosse o foco dos clubes, a disputa seria mais acirrada. O Grêmio que jogou tantas rodadas com time B e C ainda estaria na briga. Palmeiras e Santos brigando mais de perto. Botafogo, Flamengo e Vasco mais em cima.

Mudanças urgem. Definitivamente. Ou a CBF modifica o formato, ou o calendário, ou regulamento, ou a premiação! Ano após ano a disputa por um campeonato tão longo vale cada vez menos e os benefícios oferecidos (vagas), são cada vez mais fáceis de serem alcançadas.

A esperança é que a nova divisão da cota de TV, agora por classificação, aumente ainda mais a premiação e a disputa por posição na tabela. Que novos ares venham para o Brasileirão, outrora charmoso, vibrante e vivo; agora, opaco, monótono e largado a segundo plano.

Guilherme Rocha

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