Reviravolta: pastora também é acusada de matar os próprios filhos

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Clarissa Lodi

O País

A pastora Julliana Salles, mãe dos garotos Kauã, 6 anos, e Joaquim, 3 anos, que morreram carbonizados em um incêndio criminoso em Linhares no Espírito Santo, há cerca dois meses, foi presa na noite desta quarta-feira, 20, pela Polícia Civil de Minas Gerais, por determinação do juiz André Bijus Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares (ES).

Juliana, até então culpada apenas por omissão por – supostamente conhecer os riscos de deixar as crianças com o pai, por conhecer seu histórico sexual – foi agora acusada de participar da morte de seus dois filhos. Segundo o documento judicial, mesmo não estando presente na casa no dia do ocorrido, ela tinha consciência do risco que corriam naquela noite.

Segundo o documento, as informações obtidas em seu celular, comprovaram que Julliana tinha o conhecimento dos abusos sexuais que seu marido e Pastor, George Alves, praticava com as crianças.

Muito além dos abusos, o Juiz afirma que Kauã, filho do antigo casamento de Julliana, além de sofrer abusos de seu padrasto, era maltratado, sendo privado de comida, medicamentos e assistência médica. De acordo com o magistrado, o casal premeditou o crime.

Ainda no relato, o magistrado declarou “George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, explica.

George, com prisão preventiva desde abril, responderá pelos crimes: dois homicídios qualificados, dois estupros de vulneráveis, dois crimes de tortura, e fraude processual, devida a alteração na cena do crime feita por ele. Sua sentença condenatória pode superar os 126 anos de prisão. Já Julliana, mesmo não estando presente no dia do crime, também responderá por: dois homicídios, dois estupros de vulnerável e fraude processual.

Supervisionado por Guilherme Rocha

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