Robôs na política devem mudar resultados nas eleições 2018; conheça as novidades

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Uso de chatbots, programas que usam inteligência artificial, servem para simular conversar com clientes e usuários de redes sociais. Ferramenta deve ser usada também na Política.

Chatbot é um programa de computador baseado em algoritmos e regras pré-definidas. Em muitos casos, baseado até mesmo em sistemas de inteligência cognitiva artificial. A maioria dos chatbots serve para conectar empresas aos seus clientes de modo rápido, prático e objetivo.

Esse tipo de ferramenta vem crescendo e se difundindo muito nos mercados de Tecnologia da Informação. E é utilizada por grandes conglomerados comerciais do mercado. Muitas companhias aéreas, redes bancárias e empresas de telefonia, já utilizam a tecnologia.

Usos

Através de um chatbot, os clientes podem interagir diretamente com as plataformas das empresas. Tudo por meio de formulários de perguntas e respostas pré-elaboradas ou arquivos de dúvidas. Na maioria dos casos, esses formulários e arquivos são pensados com as perguntas mais frequentes dos usuários.

Segundo pesquisas, esses formulários resolvem em até 90% dos problemas dos clientes. E reduz drasticamente o tráfego telefônico, otimizando o atendimento, o tempo, e os custos de ambos os lados.

Outra forma de chatbot, utilizado por empresas mais modernas, é a inteligência cognitiva artificial. Nestes casos é possível que a própria ferramenta interaja com o usuário, simulando conversas com o cliente. Depende apenas do comando enviado pelo usuário ao computador. Seja uma dúvida, a solicitação de uma nova senha, ou mesmo a atualização de algum dado cadastral.

Segurança

Essas tecnologias são quase sempre 100% seguras. E as mensagens totalmente criptografadas. Essas medidas evitam o extravio de informações importantes da conversa. Também asseguram atualizações de primeiro mundo aos serviços locais.

Em alguns casos, o envio de códigos ao celular, ou para o email, são exigências de segurança da plataforma. O acesso a essas ferramentas geralmente exige também apresentação de senha (alfanumérica na maioria das vezes) e solicita respostas a perguntas de segurança.

Watson, o chatbot inteligente do BB

Um dos principais serviços do chatbot utilizado atualmente no Brasil é o Watson, desenvolvido pela IBM. O robô presta serviço para o Banco do Brasil em seus múltiplos dispositivos como internet banking, website, aplicativo e – sim, acredite – pelo chat do Messenger, aplicativo de mensagens do Facebook.

A inovação já permite a uma parcela dos usuários da rede Bancária realizar operações sem precisar acessar “serviços oficiais” da empresa. O serviço no Mesenger ainda está em fase de testes (beta), lançado há menos de um mês. O banco ainda neste mês vem liberando consulta de saldo de contas-poupança e investimentos. Após a fase de testes a rede deve liberar ainda o serviço para os demais clientes.

Segundo o diretor de tecnologia do BB, Gustavo Fosse, a ferramenta deve chegar a disponibilizar até 50 das maiores transações realizadas pelos clientes do banco. Atualmente o serviço é oferecido para cerca de mil clientes e funcionários com avaliação direta de feedback.

Testado e aprovado

O sistema Watson da IMB é utilizado há cerca de um ano pelo Banco do Brasil. O robô tem como finalidade sanar dúvidas e atender solicitações dos clientes por meio do site e do App da rede.

Desde agosto o BB utiliza o serviço para tirar dúvidas também pelo Messenger, sobre contas e serviços oferecidos. O sistema Watson, com inteligência cognitiva artificial foi inaugurado no último dia 22.

Segundo o Banco do Brasil, somente pelo Messenger, mais de 500 mil interações de 60 mil clientes foram respondidas, nestes seis meses de serviço. A interação com o robô Watson chega a representar 70% dos atendimentos realizados pela rede bancária no Facebook.

Chatbot também na política?

A novidade da vez foi lançada nesta semana pelo grupo Play de comunicação. O Multizap, serviço do grupo MultiPlay, pretende utilizar um chatbot para canditados e pré-candidatos. O objetivo do serviço é aumentar a interação entre políticos e eleitores. E também tornar essa interação cada vez melhor e mais rápida com suas audiências na internet.

Segundo o grupo, o foco do serviço – inicialmente – é o WhatsApp. De acordo com um levantamento feito pela empresa, atualmente existem cerca de 120 milhões de usuários da Rede Social. Todos ativos, humanos e individuais. Os dados se referem somente ao Brasil. A plataforma, desta forma, seria uma grande possibilidade de inserção direta com o usuário e com a audiência, em todo o território nacional.

O acesso

A empresa garante que o chatbot funciona, antes de tudo, como uma grande lista de transmissão do WhatsApp. Amplamente navegável. 100% acessável pelo computador. Com ampla tecnologia de monitoramento. E o melhor, segura.

Para se cadastrar basta que o usuário aceite a inserção (mensagem) do chatbot. Ou seja, basta que o usuário não marque a conversa como spam. Outra forma de iniciar a sessão é começar um diálogo com o WhatsApp do candidato.

BigData navegável

Os dados dos usuários são totalmente cadastrados e cadastráveis. As bases de dados também são personalizadas e individualizadas. Essas bases são ainda segmentadas por público, sexo, faixa etária, gênero, preferências políticas, trabalho e tem atualizações constantes.

As informações não são compartilhadas entre os usuários e são responsavelmente geridas pela empresa. O cuidado tem por objetivo evitar a comercialização destes bancos de informações, as chamadas bigdatas.

Acessibilidade

Um dos principais atributos do serviço é a distribuição dos agentes que engajam o conteúdo em níveis hierárquicos. Cada indivíduo que gerar conteúdo ou compartilhar conteúdos gerados pelo candidato ganha uma pontuação, a chamada gamificação. O sistema dá também maior relevância para os membros mais ativos e participativos na rede.

Outra vantagem da plataforma é a resposta das solicitações e o resumo das informações acumuladas serem diretamente por email. O serviço permite ainda que o próprio gerente da plataforma – candidato, familiar ou assessor – assuma o comando dos diálogos. Bem como dá ao gerente a possibilidade de programar mensagens de ausência e definir respostas automáticas.

De acordo com a empresa, o maior benefício do produto é aproximar as audiências de seus candidatos. Isso esvazia o distanciamento político em uma sociedade cada vez mais politizada. “Desejamos aproximar o eleitor de seu candidato. Para que ele possa sempre defender suas bandeiras. Que um possa compreender o outro. Que dialoguem. Assim todos cresceremos. Principalmente o cidadão, com sua satisfação pessoal e com ativa participação em sua comunidade e na política de modo geral”, defende o CEO da empresa Marcelo Senise. “Para isso ser possível, a gestão simples, objetiva e acessível da interface é o grande diferencial do Multizap”, finaliza.

Guilherme Rocha

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