URGENTE: EUA, Reino Unido e França anunciam ataque aéreo na Síria; Escalada de tensão mundial aumenta

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Três dos principais países que compõe a OTAN, maior aliança militar mundial, anunciaram ataques com mísseis no final da noite deste sexta-feira, 13. Alvos já atingidos são as cidades de Damasco (capital síria), Alepo e Homs.

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou, em entrevista coletiva no final da noite desta sexta-feira 13, uma ofensiva militar contra a Síria. Segundo Trump a investida é uma resposta aos ataques utilizando armas químicas, contra seu próprio povo, supostamente ordenados pelo ditador sírio Bashar Al Assad no último dia 7. O ataque já está em andamento. O primeiro alvo é a capital Síria Damasco e seus arredores, dentre elas a cidade de Alepo e Homs.

Segundo o Pentágono, a Rússia, maior aliado Sírio, não foi informada da ofensiva. De acordo com o Departamento de Defesa Norte-Americano, o foco das ofensivas, é a destruição de equipamentos, pesquisas e materiais químicos e biológicos, com o “máximo de danos e mínimo de perdas de vidas civis, possiveis”. O ataque já foi encerrado. Novas ofensivas dependem de respostas sírias e de seus aliados.

Os bombardeios partiram de aviões e também de navios posicionados no mar mediterrâneo, por volta das 4h (horário local) e 22h (horário do brasileiro). A ação militar foi realizada em conjunto pelos Estados Unidos, Reino Unido e pela França. A primeira-ministro britânica, Theresa May, também havia confirmado a ofensiva em nome do reino Unido. O ataque foi iniciado durante o pronunciamento de Donal Trump na Casa Branca.

Trump também afirmou que ordenou que as forças armadas dos Estados Unidos lançassem ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad. A informação acaba de ser confirmada pelo Pentágono em entrevista coletiva, pelo secretário de defesa dos EUA, Jim Mattis.

De acordo com o secretário de Defesa, ainda em entrevista no Pentágono, o ataque serve para coibir ofensivas com armas químicas, ajudando as Nações Unidas a garantir a segurança e a paz mundial.

Segundo o chefe do Estado Maior norte-americano, que também participa da coletiva na sede do Departamento de Defesa do País, Joseph Dunford; o ataque tem como objetivo evitar perdas humanas com armas químicas e biológicas.

O militar anunciou que três alvos foram atingidos: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológocas na cidade de Damasco; um armazém de armas químicas a leste do local e outra instalação vizinha. É neste armazém que os Estados Unidos acreditam estar o estoque de gás sarin utilizado pelo governo Sírio. Segundo a TV Estatal síria, 13 mísseis norte-americanos foram intrerceptados.

Já o Ministro da Defesa do Reino Unido afirmou que mísseis foram usados contra um depósito 24kms a oeste de Homs. No local o governo sírio realizaria manutenção de armas químicas. Ele disse ainda que o local atingido fica distante de qualquer ponto habitado.

Trump também afirmou que as ações realizadas pelo governo de Al Assad na cidade de Duma, (quando supostamente armas químicas e biológicas (como o gás sarin) foram utilizadas para atacar rebeldes sírios) são ações de um monstro. Diversos civis, mulheres, crianças e bebês estavam entre os mortos e feridos.

Escalada de Tensão

A grande preocupação mundial, neste momento é a reação do principal aliado Sírio, o governo presidente russo Vladmir Putin.

Na última quinta-feira, 12, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse em Moscou que tem “provas irrefutáveis” de que as imagens do “suposto ataque químico em Duma” são uma encenação.

O embaixador russo na Organização das Nações Unidas, Vassily Nebenzia, também disse que seu País não descarta uma nova guerra. Seguindo a escalada de tensões, o presidente russo, Vladimir Putin, alertou o francês, Emmanuel Macron, contra qualquer “ato imprudente e perigoso” na Síria, que poderia ter “consequências imprevistas”. Já Síria advertiu a ONU que não teria “outra escolha” senão se defender caso atacada.

Em seu discurso, nesta sexta-feira, 13, na Casa Branca Trump atacou diretamente Rússia e Irã, aliados do ditador sírio: “Que tipo de país quer ser associado com mortes em massa de homens, mulheres e crianças inocentes?”, questionou. “As nações podem ser julgadas pelos amigos que mantêm. Nenhuma nação pode ser bem-sucedida em longo prazo promovendo estados desonestos, tiranos brutais e ditadores assassinos”, instigou.

“A Rússia precisa decidir se irá continuar nesse caminho sombrio ou se irá se unir aos países civilizados como uma força de estabilidade e paz. Com esperança um dia nos daremos bem com a Rússia e talvez até com o Irã, mas talvez não”, ameaçou o presidente Norte-americano.

No domingo,8, em uma mensagem no Twitter,  Trump já havia criticado Rússia e Irã, responsabilizando as nações por apoiar o “animal” Assad e que haveria um “grande preço” a pagar. O presidente também vinha ameaçando retaliar os ataques na Síria.

A ofensiva de Trump é a segunda ao governo Sírio desde que assumiu o poder.

Guilherme Rocha

Colaborou Clarissa Lodi

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